Benfica-2 Steaua-0 de 1988
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Há 20 anos atrás era assim...
120.000 na Luz para uma 2ª mão das meias-finais da Taça dos Campeões Europeus. Pela frente uma das melhores equipas europeias da época, mas impotente perante Rui Águas & Cia. No final, um país em festa com o apuramento para a final da maior competição de clubes na Europa, por parte do seu mais famoso e adorado clube.
Tudo a ver com os dias de hoje, não?
Bem, mas vou-me deixar de frustrações e contar as coisas como deve ser, que este é um video especial.
Após 6 anos de presidência de Fernando Martins, os benfiquistas elegeram João Santos como presidente, ele que fazia fé em restítuir o grande Benfica na Europa.
Apoiado pela disponibilidade financeira de Jorge de Brito, à equipa que no ano anterior tinha somado Campeonato e Taça de Portugal, juntaram-se jogadores como Mozer, Elzo, Magnusson ou a revelação Pacheco.
Se no Campeonato 87/88 as coisas não correriam pelo melhor (2º lugar a vários pontos do campeão FCPorto), nas competições europeias, nem o próprio João Santos poderia sonhar em cumprir a sua promessa tão cedo!
O que é certo é que, com algumas peripécias à mistura, o Benfica foi avançando nas eliminatórias, até chegar aos 1/4 de final, já com Toni no lugar de treinador principal (até aí era adjunto de Ebbe Skovdhal, que entretanto foi despedido).
Nos 1/4 de final, o Benfica defrontou o primeiro osso duro de roer, o Anderlecht, mas com uma excelente exibição na Luz, o Benfica venceu 2-0 (um jogo que não tarda muito vem cá parar) e aguentou uma derrota mínima na Bélgica (0-1).
Nas 1/2 finais, chegou a vez do Steaua de Bucareste. Equipa que 2 anos antes se tinha sagrado campeã europeia e que no ano seguinte (88/89) chegaria novamente à final (embora a fosse perder para o AC Milan). Era, portanto, uma das grandes equipas europeias da altura, comandada pelo Maradona dos Cárpatos, o Gheorge Hagi.
Só que o Benfica conseguiu trazer da Roménia um excelente nulo e na Luz, principalmente na antiga Luz, já se sabe como é que era!
120.000 ou mais nas bancadas (um tio meu conta-me que entrou no estádio 3 horas antes do apito inicial e só conseguiu lugar em pé nas escadas e que muitas vezes durante o jogo teve a nítida sensação que nem tinha os pés no chão, tal era o magote de gente) e o Benfica foi implacável. Fazendo uma 1ª parte de luxo, Rui Águas marcou 2 golos, 2 golos de cabeça e até final, com um ou outro calafrio, a equipa segurou a confortável vantagem e após os 90 minutos a família Benfiquista pôde festejar o apuramento para uma final da Taça dos Campeões Europeus, 20 anos depois de Wembley.
Na final, perdemos ingloriamente com o PSV, mas nada tira o mérito a uma das maiores noites europeias do nosso clube.
Pode ser que daqui a uns aninhos, consigamos reviver estas emoções, embora sabendo que a competição hoje em dia é muito mais difícil e a distribuição de forças entre os principais países e países como Portugal se tornaram muito mais distantes.
Mas a esperança é sempre a última a morrer...
120.000 na Luz para uma 2ª mão das meias-finais da Taça dos Campeões Europeus. Pela frente uma das melhores equipas europeias da época, mas impotente perante Rui Águas & Cia. No final, um país em festa com o apuramento para a final da maior competição de clubes na Europa, por parte do seu mais famoso e adorado clube.
Tudo a ver com os dias de hoje, não?
Bem, mas vou-me deixar de frustrações e contar as coisas como deve ser, que este é um video especial.
Após 6 anos de presidência de Fernando Martins, os benfiquistas elegeram João Santos como presidente, ele que fazia fé em restítuir o grande Benfica na Europa.
Apoiado pela disponibilidade financeira de Jorge de Brito, à equipa que no ano anterior tinha somado Campeonato e Taça de Portugal, juntaram-se jogadores como Mozer, Elzo, Magnusson ou a revelação Pacheco.
Se no Campeonato 87/88 as coisas não correriam pelo melhor (2º lugar a vários pontos do campeão FCPorto), nas competições europeias, nem o próprio João Santos poderia sonhar em cumprir a sua promessa tão cedo!
O que é certo é que, com algumas peripécias à mistura, o Benfica foi avançando nas eliminatórias, até chegar aos 1/4 de final, já com Toni no lugar de treinador principal (até aí era adjunto de Ebbe Skovdhal, que entretanto foi despedido).
Nos 1/4 de final, o Benfica defrontou o primeiro osso duro de roer, o Anderlecht, mas com uma excelente exibição na Luz, o Benfica venceu 2-0 (um jogo que não tarda muito vem cá parar) e aguentou uma derrota mínima na Bélgica (0-1).
Nas 1/2 finais, chegou a vez do Steaua de Bucareste. Equipa que 2 anos antes se tinha sagrado campeã europeia e que no ano seguinte (88/89) chegaria novamente à final (embora a fosse perder para o AC Milan). Era, portanto, uma das grandes equipas europeias da altura, comandada pelo Maradona dos Cárpatos, o Gheorge Hagi.
Só que o Benfica conseguiu trazer da Roménia um excelente nulo e na Luz, principalmente na antiga Luz, já se sabe como é que era!
120.000 ou mais nas bancadas (um tio meu conta-me que entrou no estádio 3 horas antes do apito inicial e só conseguiu lugar em pé nas escadas e que muitas vezes durante o jogo teve a nítida sensação que nem tinha os pés no chão, tal era o magote de gente) e o Benfica foi implacável. Fazendo uma 1ª parte de luxo, Rui Águas marcou 2 golos, 2 golos de cabeça e até final, com um ou outro calafrio, a equipa segurou a confortável vantagem e após os 90 minutos a família Benfiquista pôde festejar o apuramento para uma final da Taça dos Campeões Europeus, 20 anos depois de Wembley.
Na final, perdemos ingloriamente com o PSV, mas nada tira o mérito a uma das maiores noites europeias do nosso clube.
Pode ser que daqui a uns aninhos, consigamos reviver estas emoções, embora sabendo que a competição hoje em dia é muito mais difícil e a distribuição de forças entre os principais países e países como Portugal se tornaram muito mais distantes.
Mas a esperança é sempre a última a morrer...


